REDAÇÃO
A temporada de 2026 da World Surf League (WSL) marca uma era de ouro e de renovação para o surfe brasileiro. Com o retorno de ícones, a ascensão de novas promessas e uma mudança radical no formato da competição, o Brasil reafirma sua posição como a maior potência do esporte.
Aqui está o panorama completo do que esperar para este ano:
O Esquadrão Brasileiro: Veteranos e Sangue Novo
A delegação brasileira em 2026 é uma mistura explosiva de experiência multicampeã e a energia da nova geração. O grande destaque é o retorno em tempo integral de Gabriel Medina, recuperado de lesão e pronto para buscar o tetracampeonato.
Os Campeões de Volta: Além de Medina, Filipe Toledo e Ítalo Ferreira lideram a ofensiva brasileira. A consistência de Yago Dora (atual campeão mundial após o título de 2025) e o retorno de João Chianca consolidam o topo do ranking.
O Estreante da Vez: Mateus Herdy finalmente faz sua estreia oficial como membro fixo da elite, após anos batendo na trave no Challenger Series.
A "Brazilian Storm" Feminina: Luana Silva carrega a bandeira brasileira nas primeiras etapas, enquanto a veterana Tatiana Weston-Webb segue como a principal força do país na busca pelo título inédito.
Outros nomes na elite: Samuel Pupo, Miguel Pupo, Ian Gouveia, Alejo Muniz, Deivid Silva e Edgard Groggia completam o time, garantindo que quase 1/3 da elite masculina fale português.
Novo Formato: O Fim do "Final 5"
A WSL ouviu os fãs e atletas, promovendo a mudança mais aguardada dos últimos cinco anos. O formato de decisão em um único dia (WSL Finals em Trestles) foi extinto.
Título por Pontos Corridos: O campeão mundial de 2026 será decidido pela regularidade ao longo de toda a temporada, somando os 9 melhores resultados das 12 etapas.
O "Super Cut" (Corte de Elite): O corte não acontece mais no meio da temporada. Agora, todos os 36 homens e 24 mulheres competem nas primeiras 9 etapas. Após a 9ª etapa (Lower Trestles), apenas os 24 melhores homens e 16 melhores mulheres avançam para a "Pós-Temporada" em Abu Dhabi e Portugal.
Baterias "Homem a Homem": Acabaram as baterias de três surfistas e a repescagem. Desde a primeira rodada, o formato é eliminatório direto: perdeu, está fora.
Calendário 2026: O Caminho até a Coroa
A temporada começa na Austrália e, pela primeira vez em décadas, termina no lugar mais icônico do surfe mundial, o Havaí.
Temporada Regular
- Abril: Bells Beach e Margaret River (Austrália)
- Maio: Snapper Rocks (Austrália) e Raglan (Nova Zelândia - Estreia no Tour)
- Junho: Punta Roca (El Salvador) e Saquarema (Brasil)
- Agosto: Teahupo'o (Taiti) e Cloudbreak (Fiji)
- Setembro: Lower Trestles (EUA) — Aqui ocorre o corte para a fase final.
Pós-Temporada e Grand Finale
- Outubro: Surf Abu Dhabi (Piscina de ondas nos Emirados Árabes)
- Novembro: Peniche (Portugal)
- Dezembro: Pipeline (Havaí) — O Pipe Masters volta a ser a última etapa, valendo 1.5x mais pontos (15.000 para o vencedor), garantindo que o título seja decidido nos tubos mais perigosos do mundo.
O que ficar de olho?
A mudança para Pipeline como etapa final favorece surfistas brasileiros que dominam ondas pesadas, como Gabriel Medina e Ítalo Ferreira. Além disso, a inclusão de uma etapa em piscina de ondas na reta final (Abu Dhabi) coloca Filipe Toledo e Yago Dora como francos favoritos ao título pela precisão técnica nessas condições.
No acesso à elite, o Brasil também ganha força com a etapa do Challenger Series em São Sebastião (Maresias) no final do ano, prometendo renovar a tempestade para 2027.




